Eu e algumas colegas começámos a aula fora do
estúdio sem saber a atividade que ia decorrer. A única pista que tínhamos do
que estava a acontecer na sala, limitava-se a várias músicas que ouvíamos, que
pessoalmente me inspiravam bastante.
No decorrer da aula Íamos entrando
individualmente no estúdio e eu fui a última a entrar. Confesso que estava
bastante ansiosa por saber o que estava a acontecer.
Finalmente chegou a minha vez e quando entrei
apercebi-me de imediato, que todos se encontravam ao meu lado e faziam o mesmo
que eu, ou seja, imitavam todos os meus movimentos. Inicialmente foi uma
sensação estranha, porque em rápidos segundos tornei-me o centro das atenções,
mas ao longo do exercício, a sensação foi-se alterando e em determinado momento
todos constituíamos um grupo unido e com uma energia bastante forte. O fato de
todos fazermos os mesmos movimentos, de nos encontramos juntos dava um efeito
espantoso quando eu olhava para o espelho, parecia que estávamos a fazer uma
coreografia onde todos se encontravam em perfeita sintonia.
Ao fim de algum tempo já não sabia que tipo
de movimentos fazer, pois já tinha feito passagens pelo chão, deslocamentos,
diversas velocidades, tudo o que me vinha à cabeça.
O exercício seguinte baseava-se também no
princípio da imitação, onde todos nos posicionávamos em triângulo
e a pessoa que se encontrava na ponta liderava o movimento e todos os outros
imitavam. Todos nós passamos pela experiência de liderar o movimento, pois a
passagem da liderança era feita através do olhar intencional entre cada um.
Foi uma experiência bastante interessante que
proporcionou uma grande união de grupo.
No entanto alguns pontos não foram tão
favoráveis, tais como movimentos que ocorriam no chão que quebravam de certo
modo a união de grupo e a concentração visto não serem de tão fácil visibilidade.
Palavras chave: sintonia, imitação, união, concentração
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