quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dia 17 de Março - "A Maresia do Movimento"




Estação, comboios, cancela, pássaros, paredes, pontes, areia, conchas, mar, ondas, pedras variadas, sol acolhedor, vento que transmite leveza, sons que provocam movimento...este foi o nosso palco da aula de hoje.
Iniciamos a nossa exploração na parede em frente à estação, uma parede bastante rugosa; caraterística que inspirou o meu movimento. A minha deslocação era feita de certo modo a evitar o contato com a parede, ou pelo menos a manter o menos possível, pois não e transmitia uma sensação de conforto, devido à sua textura. Durante esta fase da aula passaram vários comboios, e por esse motivo tocava a cancela, que para mim serviu como estímulo sonoro que me despoletou movimentos repetitivos.
Numa segunda fase fomos explorar a ponte perto da estação. Inicialmente senti um pouco de instabilidade devido à altura, componente esta que foi notória no movimento. No entanto, ao longo do exercício, cada vez se tornou mais fácil mover-me naquele espaço e interagir com as poucas pessoas que por alí passavam. A interação tinha de ser bem controlada, pois uma vez que área disponível era pequena não podiamos provocar constragimentos ao público “involuntário” que passava. Neste local trabalhei essencialmente a noção espacial, deslocar-me numa zona restrita e arrisquei também nos equilíbrios e tranferência de pesos com os meus colegas. Terceira paragem, praia da Cruz Quebrada. Areia, mar, vento, pássaros, ondas, conchas....elementos que nos trazem saudades e nostalgia do período que tanto gostamos, o verão. Nesta paisagem aliciante comecei por interagir com a Diandra na areia, através de estimulos sonoros, pois enquanto uma emitia ruídos com a voz, a outra reagia aos mesmos através do movimento. Em seguida fui até ao mar molhar os pés e sentir a água fresca, foi então que decidi criar uma atividade e realizá-la com as minhas colegas, Diandra, Vanessa e Sasha. A atividade consitia em nos posicionarmos em linha de frente para o mar, apanhar uma pedra cada uma, e ao meu sinal, todas lançavamos as pedras ao mar; quando a nossa pedra caísse na água, cada uma tinha de reagir movimentando-se e emitindo gritos ou barulhos de modo a libertar todo o tipo de energia e possuir a liberdade total do corpo. Repetimos o exercícios três vezes, e confesso que no final me senti bastante aliviada e penso que as minhas colegas também.
Terminei a aula de novo com a Diandra, sentadas num tronco de madeira a sentir o vento e a movermo-nos consoante o mesmo nos “tocava”.



Palavras-chave: Estação, exploração, rugosa, textura, movimentos repetitivos, instabilidade, pedra, energia, liberdade, vento


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