Estação, comboios, cancela, pássaros, paredes,
pontes, areia, conchas, mar, ondas, pedras variadas, sol acolhedor, vento que
transmite leveza, sons que provocam movimento...este foi o nosso palco da aula
de hoje.
Iniciamos a nossa exploração na parede em frente à estação, uma parede
bastante rugosa; caraterística que inspirou o meu movimento.
A minha deslocação era feita de certo modo a evitar o contato com a parede, ou
pelo menos a manter o menos possível, pois não e transmitia uma sensação de
conforto, devido à sua textura. Durante esta fase da aula passaram vários
comboios, e por esse motivo tocava a cancela, que para mim serviu como estímulo
sonoro que me despoletou movimentos repetitivos.
Numa segunda fase fomos explorar a ponte
perto da estação. Inicialmente senti um pouco de instabilidade devido à altura, componente esta que foi
notória no movimento. No entanto, ao longo do exercício, cada vez se tornou
mais fácil mover-me naquele espaço e interagir com as poucas pessoas que por
alí passavam. A interação tinha de ser bem controlada, pois uma vez que área
disponível era pequena não podiamos provocar constragimentos ao público
“involuntário” que passava. Neste local trabalhei essencialmente a noção
espacial, deslocar-me numa zona restrita e arrisquei também nos equilíbrios e
tranferência de pesos com os meus colegas. Terceira paragem, praia da Cruz
Quebrada. Areia, mar, vento, pássaros, ondas, conchas....elementos que nos
trazem saudades e nostalgia do período que tanto gostamos, o verão. Nesta
paisagem aliciante comecei por interagir com a Diandra na areia, através de
estimulos sonoros, pois enquanto uma emitia ruídos com a voz, a outra reagia
aos mesmos através do movimento. Em seguida fui até ao mar molhar os pés e
sentir a água fresca, foi então que decidi criar uma atividade e realizá-la com
as minhas colegas, Diandra, Vanessa e Sasha. A atividade consitia em nos
posicionarmos em linha de frente para o mar, apanhar uma pedra cada uma, e ao meu sinal, todas lançavamos as
pedras ao mar; quando a nossa pedra caísse na água, cada uma tinha de reagir
movimentando-se e emitindo gritos ou barulhos de modo a libertar todo o tipo de energia e possuir a liberdade total do corpo. Repetimos o exercícios três
vezes, e confesso que no final me senti bastante aliviada e penso que as minhas
colegas também.
Terminei a aula de novo com a Diandra,
sentadas num tronco de madeira a sentir o vento e a movermo-nos consoante o mesmo nos
“tocava”.
Palavras-chave: Estação, exploração, rugosa, textura, movimentos repetitivos, instabilidade, pedra, energia, liberdade, vento
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