Criatividade
Concentração
Brilho
Esta aula foi um pouco diferente das
anteriores, pois deixámos o nosso acolhedor e familiar estúdio e fomos em busca
de novos estímulos, estímulos esses que se encontravam no CCB,
um “palco” cheio de magia e inspiração.
Iniciámos a aula com um desafio de subir uma
longa rampa, uma das entradas do CCB, mas explorando o ambiente, a luz, as texturas, os sons, o espaço.
Eu optei por guiar-me pela rugosa parede do
lado esquerdo, pois era a que tinha alguma incidência de sol, o que provocava
um efeito interessante e inspirador. A minha linha de movimento era irregular
uma vez que a parede também o era, o olhar era curioso e explorador e os passos
eram variados e tentavam seguir o sol como se o mesmo fosse o caminho para
passar pela sombra. A meio do percurso abandonei a parede e
comecei a fazer linhas de deslocamento de um lado para outro da rampa e quando
passava no centro parava numa posição ou gesto. Nesta etapa variei as direções
do deslocamento e a intenção, tornando assim o movimento mais ousado.
O segundo local para observar e vivenciar foi
o jardim do CCB, onde começámos por formar um círculo e fizemos um exercício de
mímica e improvisação de movimentos abstratos, cujo o objetivo era um de nós
liderar o movimento e caminhar até ao meio do círculo, e em seguida passava o
movimento ao colega e essa pessoa tinha de continuar a linha de movimento
enquanto se dirigia ao centro e depois a partir daí podia criar a sua própria
movimentação e como anteriormente, quando desejasse passava-o a outro colega.
Foi uma atividade muito interessante e que
deu origem a movimentos muito abstratos, curiosos e inspiradores.
O exercício seguinte consistia basicamente em
explorar o ambiente que nos rodeava e interagir com ele e com os seus elementos, do modo como
preferíssemos e onde a nossa criatividade nos levasse. Pessoalmente os
elementos que rapidamente me atraíram foram as diversas árvores que ali
brilhavam. Percorri e explorei a maioria delas e tentei uma espécie de fusão
com as mesmas, de modo a sentir os seus contornos. Depois acabei por
utiliza-las como um elemento para me ocultar enquanto tentava uma aproximação e
interação com os trabalhadores que se encontravam no recinto.
Aquele lugar era maravilhoso e tinha imensos
caminhos para desvendar; decifrei paredes, janelas, a rugosidade do chão, as
gotas da chuva que repentinamente surgiram, os cabos das máquinas das obras, e
o contato e interação com os meus colegas.
Surgiram várias pessoas no jardim e foi muito
engraçado interagir com elas, pois algumas riram-se, outras ignoraram e algumas
interagiram, mas o que é certo é que todas inicialmente se sentiam um pouco constrangidas por em poucos momentos se tornarem o centro
das atenções e o foco de bastantes olhares.
Palavras chave: estímulos, magia, inspiração, luz, texturas, sons, espaço, sombra, ambiente, interagir, constrangidas.
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